Especificidades dos IFs são abordadas em oficinas da Reditec

O trabalho docente na educação profissional, a lei de criação dos Institutos Federais e o ensino, a pesquisa e a extensão nos IFs foram os temas de três oficinas temáticas realizadas na tarde do dia 15 de maio na Reditec Sul 2019.

A palavra “desafio” foi ressaltada pela doutora em Educação Simone Valdete dos Santos, professora da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (Ufrgs), na oficina sobre a atuação dos professores nos Institutos Federais. A ministrante destacou que há uma exigência de constante formação e adaptação de metodologias pelos docentes dos IFs, pois eles trabalham com diferentes níveis e formas de cursos e em instituições com característica mais interdisciplinar em comparação com as universidades – instituições de origem dos docentes.

O título da atividade coordenada por Simone foi “A educação profissional como espaço de trabalho docente e a graduação na perspectiva dos IFs”. O pró-reitor de Ensino do Instituto Federal Farroupilha (IFFar), Édison Gonzague Brito da Silva, foi o articulador da oficina e o pró-reitor de Ensino do Instituto Federal de Santa Catarina (IFSC), Luiz Cabral, atuou como relator.

Conduzida pelo professor Luiz Caldas, do Instituto Federal Fluminense (IFF), a oficina “Ensino, Pesquisa e Extensão na perspectiva dos IFs: desafios para o ensino integrado, para a integração com a sociedade e para a produção de tecnologia” foi acompanhada por cerca de 40 dirigentes. Na palestra, o docente apresentou um histórico das instituições que compõem a Rede Federal e estabeleceu relações entre o desenvolvimento das regiões e a atuação dos institutos nesses territórios. De acordo com Caldas, a pesquisa e a extensão realizadas pelas instituições são responsáveis por transferir a tecnologia produzida nesses ambientes para a sociedade.

A oficina ministrada por Luiz Caldas teve como articulador o professor Álvaro Nebel, do Instituto Federal Sul-Rio-Grandense (IFSul), e como relator o professor Eduardo Butzen, do Instituto Federal Catarinense (IFC).

A terceira oficina foi ministrada pelo professor Eliezer Pacheco, um dos idealizadores dos IFs. A atividade teve como temática “Institutos Federais: o inédito viável e a originalidade da Lei nº 11.892/2008”. De acordo com o diretor-geral do Campus Jacaraezinho do Instituto Federal do Paraná (IFPR), Rodolfo Fiorucci, relator da atividade, a fala do professor Eliezer se constituiu numa apresentação sobre o cenário político, educacional e teórico que contextualizaram a criação dos Institutos Federais.

De acordo com o professor Eliezer Pacheco, os IFs são classificados como um “inédito viável” na perspectiva de que pela primeira vez na história do Brasil uma instituição pública foi criada para atender o setor da sociedade mais carente, ofertando educação gratuita e de qualidade socialmente referenciada.

Neste sentido, os IFs surgiram com a missão de ofertar educação que emancipe as classes menos abastadas e que deem a elas condições técnicas-profissionais, científicas e intelectuais para se colocarem no mundo do trabalho de forma ativa e propositiva, cientes do papel de cidadania que devem e podem exercer.

A oficina foi articulada pelo pró-reitor de Ensino do Instituto Federal do Rio Grande do Sul (IFRS), Lucas Coradini.

Na tarde do dia 15, também foram realizadas as Reuniões dos Reitores e dos Comunicadores da Região Sul, além dos Fóruns Conif da Região Sul de Dirigentes de Ensino – FDE, de Desenvolvimento Institucional – FDI, de Educação do Campo – Forcampo, de Gestão de Pessoas – Forgep, de Assessores de Relações Internacionais – Forinter, de Planejamento – Forplan, de Pró-Reitores de Pesquisa, Inovação e Pós-Graduação –Forpog, de Pró-Reitores de Extensão – Forproext e de Tecnologia da Informação – Forti.

Deixe uma resposta